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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Aquela coisa chamada Natal


A minha relação com o Natal é de amor/ódio. Por um lado, adoro a época por juntar a família, pelas prendas, pela comida, pelos filmes que dão na televisão, etc. E não necessariamente por esta ordem. Mas por outro lado, é sempre um suplício para mim ter que comprar prendas. Não, não é por ser agarrado e não gostar de gastar dinheiro. Simplesmente pelo facto de não gostar de andar às compras e de ficar sempre com a sensação de que as pessoas não vão gostar daquilo que estou a comprar.

É sempre um dilema. E um alívio quando vejo a cara de felicidade da pessoa a quem dou a prenda. Bom, o pior é ver a outra face. Daqueles que dizem: "Ah...obrigado! Era mesmo isto que eu queria", ao mesmo tempo que deixa escapar pelo olhar um soslaio de desilusão. Caramba, como isso me arrebata. É que é dinheiro mal gasto...

Desenhos muito mais animados


Tenho pena de já não ser uma criança. Infelizmente, olho hoje para os desenhos animados e já não tenho paciência para aquilo, tirando aquele género feito propositadamente para adultos, tipo Family Guy, American Dad ou The Simpsons. Basta ligar a tv cabo e vemos uma panóplia de canais de desenhos animados, desde o Panda ao Panda Biggs, Disney Channel, Animax, Sic K, Cartoon Network, entre muitos outros.

No meu tempo de criança não era assim. Tinha que esperar até ao final da tarde para ver a Rua Sésamo e o Babar ou então, aproveitar o tempo de férias para ver tudo desde as 8 da manhã até ao final do dia. Aí, levava de tudo, desde a Cinderela, ao Vickie acabando nos fantásticos Thundercats e Conan. E claro, ver a Pamela Anderson nas Marés Vivas. Claro, era puto mas não era estúpido.

Nunca era demais e comia-se de tudo. Agora não. E tendo em conta a oferta, tenho pena que assim seja. Espero que as crianças de hoje saibam aproveitar aquilo que têm da mesma forma de eu espremia todas as possibilidades de ver desenhos animados. Outros tempos...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fazer história...

Eu bem que tentei mas não consegui. Mandei o meu currículo completo, com todas as minhas conquistas. Todos os meus momentos gloriosos foram minuciosamente descritos...mas nada. Disse-lhes que tinha conseguido subir de divisão com a União de Leiria. Que na época seguinte já estava na Europa, que fui campeão e que alguns anos mais tarde me tornei no melhor treinador do mundo ao arrebatar a Liga dos Campeões e levar a Selecção Portuguesa ao título europeu. E nada disto me valeu. Aparentemente todas estas conquistas conseguidas no Football Manager não impressionam ninguém. Disseram-me ainda que era muito novo. Que precisavam de alguém mais velho, com mais experiência. E pronto, vão buscar o André Villas-Boas., de 31 anos. Epa, se ele e o Freitas Lobo podem ir para o Sporting, eu também posso, caramba!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Trio de ataque do dia seguinte com prolongamento

Sou um seguidor atento aos programas desportivos de análise à jornada de futebol em Portugal. E existem três à escolha. Devo admitir que a minha preferência recai sobre o Trio de Ataque, transmitido na RTPN. Rui Moreira, pelo FC Porto, é um verdadeiro senhor (estranho mas é verdade), António Pedro Vasconcelos, pelo Benfica, vai alternando os muito bons comentários com outros absolutamente incríveis e depois temos um Rui Oliveira e Costa (Sporting) que é insípido e nada cativante, agarrando-se muitas vezes a "lugares comuns" para transmitir a sua ideia. However, tenho para mim que no global é o melhorzinho que anda na nossa televisão.

Depois temos o "Prolongamento" na TVI24, que fica ligeiramente abaixo do Trio de Ataque por uma questão muito simples: Fernando Seara (Benfica) é pertinente e inteligente na sua análise, pecando somente pelo excesso de palavreado retórico; Eduardo Barroso (Sporting), apesar de não perceber nada dos bastidores do futebol, é uma personagem castiça e divertida; e depois um Pôncio Monteiro (FC Porto) que somente faz figura de corpo presente, atirando de vez em vez umas graçolas mas tudo sem conteúdo, sem uma ideia para o nosso futebol, uma mão cheia de nada. Além do mais, a recorrência permanente às suas tiradas do género "se o árbitro apitou é porque é penalty", já não surpreende ninguém e dá uma imagem de Pôncio Monteiro de um completo imbecil.Depois temos um Dia Seguinte, na Sic Notícias, que nem sequer devia ter dia nenhum para ser transmitido. Passo a explicar: os três comentadores são maus demais para ser verdade. Se Guilherme Aguiar (FC Porto) e Dias Ferreira (Sporting) ainda são "audíveis", Silvio Cervan (Benfica), para além da sua figura patética, é um rolo compressor de parvidades cada vez que abre a boca. É demasiado "clubista" para um programa desportivo, o que o deixa cego e muitas vezes fora de contexto. Mas é o que temos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Só juntos somos União

Eu não gostava do Jorge Jesus, não gostava do Manuel Fernandes, não gostava do Manuel Cajuda. E em todos estes casos tive que me vergar perante as evidências: são bons treinadores e ajudaram, em diferentes alturas, o meu União de Leiria. Isto tudo para dizer que também não gosto de Lito Vidigal. E espero bem que, mais uma vez, as evidências me contrariem. Adoro estar errado nestas situações. Que tenha muito sucesso.


Quanto ao Manuel "traidor" Fernandes pouco há a dizer. Ninguém percebeu nada do que ele disse. Não se percebe a sua necessidade de saída. Estarei para sempre grato pela subida de divisão mas já que vai, que vá... e não volte. Também a SAD tem mantido um silêncio ensurdecedor sobre a matéria. Parece-me que há muito a explicar de ambas a partes. Mas mais uma vez, num retrato perfeito do nosso futebol, tudo ficará no silêncio dos inocentes.

Oh tempo, volta para trás...

Há uns dias tive a oportunidade de sair à noite em Leiria para ver os primeiros caloiros a assentar arraiais em Leiria. Todos os anos é a mesma coisa. Uma nova fornada que vem para a minha cidade estudar e nem sequer pede licença. Mas excluindo este apontamento foi interessante constatar e analisar a troca de olhares entre caloiros, assistir a toda aquela cumplicidade, a forma como se tocam e interagem. Aquilo é uma espécie que introdução sociológica a uma nova realidade ao mesmo tempo que parece ser igualmente um constante ritual de acasalamento.

São vários os doutores que se vêem de dentes afiados a "cheirar" os novos cordeirinhos e tentar perceber qual será o mais apetitoso. Uma vergonha e uma promiscuidade, sem dúvida. E o que dizer do valente vómito que eu vi ser projectado por um aluno trajado mesmo à minha frente enquanto aguardava que os amigos saíssem do bar? Será que essas atitudes honram sequer a roupa que vestem ou as instituições que representam? Não me parece. É o degredo total. E que saudades tenho eu desse degredo.

A passo de coelho...

Bem sei que pouco se sabe sobre Pedro Passos Coelho. Bem sei que dentro do PSD ele encontra muitos anticorpos e é raro ouvir algum "notável" do partido defender a sua candidatura para a liderança dos laranjas. Mas não só acho que a sua candidatura é pertinente como acho igualmente que é necessária para o país, bastando para tal que os seus "camaradas" de partido (ui, falar na direita e ter uma expressão de esquerda é lixado) lhe dêem uma oportunidade.

E ele tem tudo a seu favor: é jovem e é bem falante, um pouco à imagem de Sócrates mas sem a arrogância. Terá competência? Não se sabe. Mas o partido precisa de renovação e não são as Manuelas e os Marcelos que vão conseguir trazer os portugueses de volta. Terá que ser um jovem desconhecido, que caia do nada e que fale bem e tenha umas ideias... Tal e qual como aconteceu a Sócrates.